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WEBSITES E LOJAS VIRTUAIS

OTIMIZAÇÃO E BUSCA
Otimização de Sites (SEO) é um conjunto de práticas e técnicas que visa a posicionar um site em mecanismos de busca, como Bing e Google. Uma vez que essas técnicas, do ponto de vista do mecanismo de busca, são qualidades do site e de sua relevância na web, para muitos especialistas SEO não existe e o que existe, na verdade, é um site muito bem feito, e com excelente conteúdo.

Antes de tudo, cabe-nos responder à primeira pergunta: SEO existe ou não existe?, que aliás é uma pergunta sempre polêmica no meio. Muitas pessoas, aliás muitas que vivem de sites bem posicionados no Google e no Bing, afirmam sempre que SEO não existe. Se SEO não existe e o que existe são sites bem feitos e com bom conteúdo, cabe-nos perguntar o que são sites bem feitos e o que é bom conteúdo. Pois bem, como nem todas as pessoas gostam realmente de conteúdo, além do mais bom conteúdo é algo subjetivo, matéria de opinião, podemos então concluir desde já que os buscadores gostam de algum tipo de “bom” conteúdo e que se você não tiver esse “tipo” de bom conteúdo não estará bem posicionado, ou ao menos encontrará dificuldades.

Podemos, com esses elementos, afirmar que SEO existe, porque ele elimina sites do ranking e cabe-nos agora investigar a filosofia do SEO para entender o que deve ser feito para obter bons resultados. Em outras palavras, precisamos refletir para entender o que é SEO.
Pensando como um buscador
Embora aparentemente muito “inteligente”, é preciso deixar claro que o buscador do Google é um software de computador.
Ele bem pode ser capaz de cálculos ultra-complexos, de reunir, comparar e tratar diversas informações, mas de maneira nenhuma é em si subjetivo. Ou seja, o Google não tem opinião, ele não acha nada; apenas calcula. Mesmo que seja programado por pessoas, ele tratará todas as informações segundo uma lógica algorítimica, ou seja, pré-determinada.

Entretanto, devemos nos atentar ao fato de que antes do software criado há a pessoa ou grupo de pessoas que o cria e, portanto, a intenção. O Google é objetivo e matemático, mas foi criado por pessoas com intenções particulares e subjetivas. Cabe-nos saber o que essas pessoas pensam sobre um bom resultado.

O leitor, aborrecido, talvez exclame: que diferença isso faz! Eu, de pronto, respondo que já já chegamos lá, mas seja o leitor mais paciente!

O que não podemos encontrar no Google?

Antes de tudo, é preciso ir mais a fundo no que há de subjetivo por trás do buscador, não em sua parte lógica. Precisamos entender a filosofia da empresa por trás do fabuloso oráculo do Século XXI: a Google é, antes de tudo, uma empresa liberal, que não faz distinção de sexo, classe, cor, preferência política, enfim nada que entre pessoas com ideologia gere conflitos. A filosofia do Google é, por assim dizer, antisubjetiva, é conciliar todas as ideologias e poder lucrar.

Por isso mesmo todas as pessoas conectadas à Internet, ateus ou religiosos ortodoxos, são seus usuários. A missão do Google é trazer a informação de que a pessoa precisa, a informação que ela quer e de acordo com a sua crença pessoal. Não de acordo com a crença do Google, do Estado ou de qualquer outro grupo. Para ficar mais claro, os jornais trazem conteúdo de acordo com sua linha editorial, o Google aceita todas as linhas editoriais (dentro do limite do aceitável, claro).

Que isso pareça óbvio hoje, há algum tempo não era: antes do Google, o principal buscador era o Yahoo! (no Brasil, o Cadê?) e boa parte das páginas em seu sistemas era cadastrada manualmente e, portanto, dependia digamos assim da “boa vontade” de um editor que a aprovasse. Diretórios como o Dmoz continuam dependendo de autorização manual.

É possível que páginas com vírus, conteúdo hacker, apologia de drogas, pornografia, ou pirataria fossem bloqueadas nos antigos buscadores por ação manual. No Google, praticamente não há censura e é possível encontrar conteúdo hacker, apologia de drogas, pornografia e muitas coisas que podem ser consideradas imorais. O Google irá permitir encontrar, nem que seja a título de informação, absolutamente tudo que não fira as leis vingentes. É por causa disso que o Google é sinônimo de Internet: ali se encontra absolutamente de tudo.

Por que o Google dá tanta ênfase a conteúdo e links

É preciso que vocês acreditem, ao menos temporariamente, numa tese: o Google gosta de conteúdo e referências. Sites com muito conteúdo e que recebem muitas referências em forma de link têm muito mais chances de ficarem bem posicionados.

Se o Google não fosse criado por quem os criou talvez desse mais relevância ao design do site, uso de imagens, etc. Mas o fato é que o Google gosta mesmo de conteúdo em texto, bem explicado, bem desenvolvido; curiosamente, seus fundadores são dois acadêmicos, leitores vorazes de teses, Larry Page e Sergey Brin.
Por isso, originariamente o Google adorava longos conteúdos. Isso mudou bastante, é verdade, mas de maneira nenhuma se tirou a ênfase ao conteúdo em texto, nem deixou de ficar bem posicionado sites com muito conteúdo. Não à toa, no mundo do SEO costumamos dizer que “conteúdo é rei.”

Outra coisa muito curiosa, e que está no coração do Google, é a maneira de avaliar a qualidade de um site ou página em relação aos links recebidos. Mais uma vez, no mundo acadêmico a relevância de um autor é medida geralmente por quantas vezes suas teses, monografias e papers são citados. Uau, a mesma coisa que faz um site ficar bem posicionado!

Fazendo SEO, não é diferente: para ter relevância no Google, seu site precisa ter conteúdo vasto sobre algum assunto e receber links de sites que também receberam muitos links e por isso são considerados relevantes.
Tudo é feito de maneira automatizada pelos seus milhares de servidores e só há interferência manual em raros casos, como quando sites tentam manipular o algoritmo, mas ela é praticamente nula em relação ao ecossistema do Google de uma maneira geral.

Tratando o Google de maneira objetiva

Essa digressão pode parecer, para alguns, pura perda de tempo; mas para nós que fazemos SEO é muito importante a fim de avaliar com que estamos lidando e o que há por trás do mecanismo do Google. Passados mais de 13 anos, o mecanismo do Google mudou consideravelmente mas as observações acima mantêm-se pertinentes e são “pedras fundamentais”, vindas das subjetividade dos criadores deste software de computador que faz pesquisas em trilhões de páginas na Internet.

Do ponto de vista da ciência, o Google é a caculadora do século XXI. E que calculadora, muito respeito!

Recapitulando

Já provamos que é possível otimizar um site para mecanismos de busca, porque o Google tem critérios “particulares” para determinar se um site é bom ou não; também já enumeramos esses critérios e por que esses e não outros. No fundo, SEO é sobre agradar os senhores Larry Page e Sergey Brin e disso depende receber milhares, ou milhões, de visitas a mais ou a menos em seu site. E com essas visitas, pode-se gerar um impressionante faturamento para a sua empresa. Há uma regra no jogo do SEO. SEO é respeitar essas regras e utilizar a inteligência para jogar com o robô do Google e com o visitante do site, de maneira imperceptível.

Conclusão

Procuramos explicar no que consiste o trabalho de Otimização de Sites (SEO) através de uma investigação, digamos assim, “filosófica”. Ao nosso modo de ver, o desafio de fazer SEO é saber desvendar os mistérios do Google e de nosso usuário, equacionando tantos fatores ao otimizar um site. Absolutamente tudo o que sabemos sobre o Google deve ser levado em conta, mesmo que intuitivamente, sem que nunca o visitante deixe de ser prioridade.
Nenhum trabalho de Otimização de Sites pensado antes no robô do que no usuário durará muito tempo, porque cedo ou tarde será identificado como suspeito pelo algoritmo perspicaz do Google. Além disso, nossa teoria dos “múltiplos algoritmos simultâneos” em Uma pitada de caos, logo acima, mostra como é inviável pensarmos tanto em SEO. Por isso, devemos jogar o jogo de SEO que consiste, basicamente, em por um lado entender profundamente os critérios do Google e, por outro lado, desenvolver sites e conteúdos originais e excelentes para o usuário; a meta do SEO é criar algo que seja perfeito para o Google e impecável para o usuário. Esse é o jogo do SEO, e isso é ir além do SEO.

Consideramos um bom trabalho de SEO tudo o que é bom para o Google, todavia sem que jamais seu visitante deixe de ser a prioridade real. Lembre-se que o visitante de seu site é quem irá trazer retorno financeiro e mais vale perder algum tráfego do Google do que perder o cliente.

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